Eu estou voltando, é bom que saiba. Esse meu hábito de sumir não vem de agora, e não sei qual sua causa. Sempre fui assim: sumo e reapareço. Sumo e reapareço. Como uma borboleta, prenda-me que eu definho e morro. Se sou bem vinda ou não, eu reapareço.
Gosto de pensar que minha ausência foi sentida, seja lá por quem. Não em função da minha autoestima, de me sentir importante, mas por gostar de estar presente na vida de alguém, mesmo que no passado, o que é bem comum.
Se eu bater na sua porta, decida-se entre abrir ou não. E sempre lembre-se de que irei sumir e, após um tempo, reaparecer, independente de você abrir a porta ou não. Afinal, sempre existem as janelas.
Lindo! Continue escrevendo, por favor!
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